
“A verdade sobre mim, que talvez defina meu estado independentemente, não é felicidade. Ninguém se sente uma maravilha sempre. Todos nós passamos por momentos em que deixamos todo o drama sobressair-se em destaque. Sejam problemas mais sérios ou simples crises hormonais. Não são todos os dias que amanhecem ensolarados e que o universo conspira inteiramente ao seu favor. Há controvérsias aqui e ali, e entre elas, ás vezes você se deixa esquecer valores que deveriam ser lembrados justamente nessas horas. Minha palavra sem dúvidas, é otimismo. Aliás, não somente uma palavra. Um estado interminável de mim. Sorrindo, feliz, estou otimista que vai durar. Chorando, cabisbaixa, estou otimista que vai passar. Porque tudo é passageiro, e se a gente insiste em se apegar ao que já foi substituído, acaba ficando pra trás. Ambos sentimentos e emoções não duram pra sempre, apenas vão e voltam. E meu remédio para permanecer intacta á tantas idas e vindas, sempre vai ser otimismo. Não tão intacta assim, claro, pois certas mudanças são necessárias. Ninguém conserva seu jeito desde que se entenda por gente. Olhe para si mesma, você não é mais aquela que era dois anos atrás. E quantos desses acasos fortaleceram você? Isso mesmo, a maioria. Ás vezes é preciso acreditar no prato que a vida põe na mesa, faz mais bem do que você imagina. Isso não significa esperar que o destino tome conta da sua vida sem nenhum esforço que venha de você. São apenas ajudas solidárias pra que nada seja não difícil assim e mesmo assim, você não considera fácil. Sorria, apesar das lágrimas. Elas vão secar se você quiser. Se você se manter otimista de que, sim, as coisas vão melhorar. E vão mesmo. Pode não parecer, mas não se julga um livro pela capa. Muito menos se põe negatividade onde se espera resultados positivos. É meio contraditório, não é? Mas qualquer que seja a situação, a dose recomendada é calma, concentração, e extrapole no otimismo. Você não o perde nas decepções a menos que queira. A regra é manter. Tudo o que for bom, cultive, tenha. Nem pense duas vezes, em descartar o que não presta, se não quiser sofrer com as conseqüências. É tudo uma questão de escolha… Dê um sorriso amarelo e faça a sua.” — Gabriela L. (T-rapeze)

Chega, vamos acabar com essa palhaçada, meu coração já não aguenta mais tanto sofrimento, ele já não está mais do mesmo jeito de quando você o conheceu, ele está despedaçado e fraco. E a culpa foi sua, sua e daquela sua ida e sem volta, como meu coração implorou pela tua volta, como meu corpo suplicou pelo o teu colado junto ao meu. Sinto raiva de você, o que você fez foi cruel e imperdoável, mas confesso que se você chega-se pedindo para volta, mesmo que não fosse coberto de ouro, eu voltaria, sem pensar duas vezes. E me perguntam, cade o amor próprio? Não existe amor próprio quando amamos alguém. Eu esqueci de cuidar de mim, para cuidar de você. Meus sorrisos só apareciam quando você estava do meu lado, fiquei dependente de você e do teu corpo, era como um imã, tudo me levava até você, me conectava a você. Você e aquele teu perfume, são drogas para mim, e me tornei uma dependente do teu perfume. Não tinha coisa mais perfeita do mundo, quando o teu cheiro ficava impregnado na minha roupa, gostava de ficar cheirando, para sentir tua presença aqui, bem junto a mim, mesmo que fosse em meus pensamentos. Então você se foi, levando consigo todos os meus costumes sobre você. Quem eu iria abraçar quando eu me sentisse insegura? Quem iria assistir filmes nas tardes de domingo comigo? Tenho que me acostumar, me desapegar. Como você fez, mas foi tão rápido, me diga, como consegue não se importa, fingir que nada aconteceu, que o que a gente viveu não foi amor? Se explique, como conseguiu esquecer alguém que alguns dias atrás você tinha coragem de dizer ” eu te amo ” olhando em seus olhos? Qual é o teu segredo? Ou você é cruel assim, que gosta de fazer garotinhas se apaixonarem e quando enjoa simplesmente descarta, como se fosse uma carta do seu baralho que você já não precisa-se mais dela. Mas eu não sou uma carta, eu não sou um brinquedo. Eu sou ela, aquela que fez você sorrir quando sua vontade era de chorar, eu sou aquela que te abraçou quando seu mundo estava desabando. Foi tudo em vão? Então é isso, acabou? Vou te que me acostumar literalmente a ficar sem você? Não, eu não quero, meu coração não aguentaria mais bater sem te ter. Soou como clichê, mas é apenas o meu coração, suplicando por ti. Sabe aquelas promessas que foram feitas numa noite de sexta? Irei guarda-las para sempre, você não sabe como eu queria que todas se concretizassem. Eu queria ser a mãe dos teus filhos, queria ser o motivo do teu sorriso. Eu queria apenas o seu amor. Sua ausência me machuca tanto. Meu coração está cansado, não aguenta mais esperar por aquilo que não vai voltar. Então aguenta coração, pois sofrimentos não são eternos. (mechamo-solidao)

Gosto de ouvir o problema dos outros e desligar-me dos meus. É uma forma que sempre uso pra esquecer as coisas que me atormentam. É como a vida joga na minha cara que tem gente passando por coisas muitos piores e nem por isso ficam mal-humoradas pelos cantos, desejando sumir. Mas eu sou fraca, fazer o que né? Venho suportando isso desde que nasci, não me importo de suportar mais um pouco. Dou conselhos, digo que tudo vai ficar bem, consolo. Falo palavras cheias de esperanças e aumento a fé de quem necessita, porém a minha continua a diminuir. Falo coisas que desacredito, digo conselhos que nem eu mesma sigo. Mas de que importa, se quem tem que ficar bem são eles e não eu? Eu já sou um caso perdido, até eu já desisti de mim mesma. Não me importo se alguém quiser desistir também. Minha vida tá na base do “tanto faz”, “não me importo”. Já não vivo mais, só ando pela vida vagando por sentimentos desconhecidos para mim. Tanto faz agora se estou feliz ou triste, se li uma coisa que me magoou ou não. Não me importo mais, porque quando eu me importava doía ainda mais do que já dói. Não digo que me tornei fria, porque eu não sou. Sentir é uma coisa, agora se importar é outra completamente diferente. Sinto, machuca, doí, destrói, mas e daí? Ninguém merece ficar ouvindo minhas lamúrias. Nem eu mesma consigo viver dentro de mim, tendo que sufocar gritos e pensamentos que me atormentam cada vez mais. Não, isso já se tornou insuportável. Perdi as contas de quantas vezes desejei ser outra pessoa, pelo simples fato de ela aparentar ser menos complicada do que eu, ter menos drama dentro de si. Gente que parece ter ganhado na loteria da vida, gente que aparenta ter uma vida perfeita. Ou não? Talvez eles só sejam mais fortes do que eu, o que não deve ser muito difícil. Quem sabe elas só saiam na rua e coloquem um sorriso no rosto, como eu também já fiz. Ah, perdi as contas de quantas vezes já o fiz. Será que nesse mundo imenso, é só eu que tenho uma confusão interna e uma personalidade difícil? Ou será que eu cobro muito de mim mesma? Não duvido, até porque todo mundo sempre cobra muito de mim, e eu também não sou diferente nisso. Me acostumei com todas as perguntas sem respostas, minha vida sem amor, minha personalidade estranha. Não me deixo apagar a última luz de esperança que sobrou em mim, no entanto sinto que, pouco a pouco, ela está sedendo. Mas tanto faz, né? É assim que eu levo a vida, afinal. (Aina Oliveira | cristaliza-me)

“Eu acabei decidindo ser feliz por mim mesma. Se importar demais sempre custou caro. Sorrir forçadamente sempre machucou muito. Acabei tendo que me acostumar com ausências e alguns lugares ocos. A vida é assim: quando nos acostumamos com a presença de alguém, essa pessoa acaba indo embora. Parece até aquela teoria da conspiração. Acabei percebendo que olhar mais no espelho pode ajudar a autoestima e evitar dor de cotovelo. Às vezes esse maldito espelho também pode causar uma bela dor de cabeça, mas fazer o que? É a vida. Acho que sempre vou ser esse poço de carência e confusão, uma coisa inevitável. Algumas pessoas nasceram para nunca se sentirem boas o suficiente e sempre acabam achando defeitos nelas mesmos. Estou incluída nessa lista, talvez até no primeiro lugar. É só que decidi conviver com isso. Essa busca incessante pelo estúpido “eu interior” está acabando comigo. Vivo tentando me entender, tentando achar alguma resposta para essa pessoa complicada que sou e sempre acabo voltando para a estaca zero. É frustrante. Aí outra coisa inevitável. Agora mesmo estou escrevendo sobre uma coisa e daqui a meia hora vou pensar e sentir o oposto. É tudo uma droga mesmo. O que eu estava dizendo? Ah é! Acabei percebendo que as pessoas nunca vão nos entender como realmente queremos que elas entendam. Às vezes sou eu, também tem esse lado. Pode ser que todos tenham sua alma gêmea, sua cara metade, seja lá o que for e eu seja a única que tenha que me acostumar com essa constante sensação de insuficiência e medíocre solidão. Quem sabe sou a única que é complicada o suficiente para ter vontade de desistir de mim mesma de vez em quando? Vai saber… Ou não. Às vezes não sou a única. Digo que aprendi a conviver comigo mesma, minto sobre a felicidade que estou no momento e me conheço bem o suficiente para saber que amanhã mesmo vou questionar Deus e o mundo por não colocar uma pessoa que presta na minha vida para me fazer rir. Acabo me perdendo em meio a tantos pensamentos, tanta coisa que eu queria escrever mas esqueço por causa dessa mente perturbada. Digo que não sinto falta das pessoas mas a verdade é que daria o mundo para ter algumas de volta. Digo que não ligo para o fato de ser bem sozinha às vezes quando de vez em quando preciso de um abraço ou outro. Que peça essa vida pregou em mim, hein? Fazer logo a garota do coração de gelo se sentir toda sentimental e carente. E essa coisa de dizer que sou a garota do coração de gelo? Oras, meu coração bate como o de qualquer outra pessoa e sangra também. É só que às vezes nem parece, sabe? De uma hora para a outra tudo fica tão frio… Deve ser mais uma das coisas inevitáveis da vida. De vez em quando tenho vontade de jogar tudo pra cima, arrumar minhas coisas em uma mala só e ir embora sem me despedir de ninguém. Sem satisfações, amarguras e inseguranças. Ai eu me lembro que nem tudo é como nos filmes e tenho que me acostumar com mais uma coisa. Empurrar as coisas com a barriga cansa muito também. Acho que estou me perdendo de novo… Inevitável.” Carolina, c-allgirl